quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Sorriso

Não conheci muito o Rogério, mas, toda vez que o via na Paróquia ele sempre estava SORRINDO. Acho que ele foi tão especial, que DEUS preferiu que ele ficasse com ele, com seu sorriso contagiante e espalhando de alegria e felicidade o céu.

(Vilma)

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Um presente

A vida tem me ensinado que o amor e a amizade se constroem com pequenos gestos. Uma palavra, um abraço, um bilhete, uma flor ou um simples telefonema para desejar um bom dia a quem se gosta. Coisas tão simples que estão ao alcance de todos nós, todos os dias, em todos os momentos.
Roger com seu jeito brincalhão também me ensinou a descobrir esta simplicidade. Certa vez, ele me deu um texto de D. Helder Câmara que dizia: "Há criaturas como a cana: por mais que sejam maltratadas, esmagadas de todo, reduzidas a bagaço, só sabem dar doçura". Por esta e outras que para mim o Roger é assim: simples, simplesmente simples. Mal sabia ele que apenas com seu jeito de ser estava me ajudando a crescer como ser humano.
Eu e Roger somos bons amigos. Digo somos e não éramos porque na minha maneira de olhar para a vida ele está apenas distante. Ganhamos de Deus como um presente a oportunidade de convivermos juntos em um período de nossas vidas. Deste momento nasceu nossa amizade. Guardo este presente com carinho. Tenho a certeza de que no momento certo voltaremos a brincar.

(Luís Reffo - novembro de 2007)

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Eu não conheci o Rogerio

Eu não conheci o Rogerio. Não tive esse prazer.
Conheço um pouquinho do Alvaro.
Lendo tudo o que escreve de seu irmão e tendo compartilhado alguns momentos da minha vida com o Alvaro, consigo entender o amor e a profunda admiração que sente pelo irmão.
Muitas vezes vi o Alvaro sozinho, mas nunca o senti assim. Ele para, lembra da vida que pulsa por toda parte, e sabe que nunca estará sozinho em meio aos desafios da existência.
O transe doloroso que passou com a morte desse irmão adorado, e outros acontecimentos em sua vida me fazem ter certeza que redobradas forças o amparam, entre elas a presença do Rogerio na sua vida, na sua lembrança, na sua capacidade.
Eu sei o quanto o Alvaro confia no “Senhor” e hoje reconheço quando ele entrega nas mãos de Deus as suas aspirações, não sem antes fazer sua parte.
Hoje, vejo o Alvaro experimentando mais da vida, encontrando novos sentimentos naqueles a quem ama.
Ele também sofre, chora, reza e vai mudando, tentando ser mais pleno a cada dia.
ASSIM, acho que consigo conhecer um pouco do Rogerio, naquilo que o reconheço no Alvaro.
Um dia, quem sabe..., eu consiga ser um pouquinho Alvaro e Rogerio, no que, acho, eles tem e tiveram de mais rico – “uma vontade obstinada no conflito, mas também uma capacidade de aceitação total de cada conseqüência do Viver e do Morrer”

(Andrea Bordin Jacob - 27-11-2007)

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Grande Rogério

Como franqueado dos Correios, tive a rara oportunidade de estar com o Rogério e com a Juci numa reunião do sindicato das ACF's em Floripa. Foram momentos maravilhosos que nunca serão esquecidos e me permito contar apenas um, para mim o mais marcante.
Estávamos indo jantar na Lagoa da Conceição, divididos em uns três carros e no meu estávamos numas seis pessoas, dentre elas o Rogério e a Juci.
Como em todos os restaurantes havia filas, fomos prosseguindo até que achamos um que não tinha fila (era o único). Parei o carro na rua mesmo; e um garçom veio rapidamente até a porta. Eu logo perguntei - Moço, esse restaurante tá vazio porque é muito ruim? Foi uma risada só... E ele logo respondeu que era ótimo, mas não era famoso e por isso não tinha tanta clientela. Falou que se a gente não gostasse da comida não precisaria pagar nada porque ele pagaria a conta. Diante dessa alegação, fomos todos pra dentro do restaurante e já começamos a pedir cerveja. A Bohemia havia acabado de lançar uma cerveja tipo ALE (que custava uns 5 pilas) e nós, Rogério e eu, logo pedimos para experimentar. Estava sensacional e então todos da mesa, após provarem, passaram a tomar só dessa cerveja. Aí aconteceu o engraçado... Veio o garçom e falou - OLHA, EU SÓ PAGO A COMIDA VISSE? A CERVEJA É POR CONTA DE VOCÊS...
Quase morremos de tanto rir... Então chegou a comida e de fato estava maravilhosa.
Essa é a lembrança que ficou para nós do Rogério. Risos e muita alegria.

(Roberto e Claudete - ACF Santa Helena)

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Bodas de Ouro

50 anos parece só falar de saudades, por isso nesses dias temos tentado só lembrar de coisas boas, pra não dizer que não lembramos do Roge, como se fosse possível! Pois é dele e por ele que quero falar hoje pra vocês, pai e mãe. Do amor que sentimos por vocês, do carinho com que fomos conduzidos até aqui. Exemplos de união, amor e companheirismo que fica evidente aos olhos de todos que um não existe sem o outro e claro, nós filhos também não existimos sem vocês. Hoje celebramos esta data meio esquisitos, pois gostaríamos de estar comemorando diferente. Ninguém imaginava chegar até aqui assim, e nos achamos no direito de murmurar e ainda como milagre querer que estivesse junto de verdade para ouvir dele as palavras que tanto sabia dizer das coisas do coração. Agradecemos a Deus por esta data onde comemoram seus 50 anos de casados. Bodas de ouro! Pai e mãe, nós te amamos muito e não temos encontrado formas de dizer-lhes o quanto e também de agradecer por serem nossos pais, por tudo. Que a vida não se esqueça de mostrar o quanto no caminho que passaram foi plantado e que nós filhos colhemos e aprendemos de vocês como esse caminho trilhar. Prova maior vemdisso é o nosso Roge que nos deixou com a certeza de viver intensamente a vida, como filho, irmão, marido e pai, seguindo os passos do Miro e da Nice, os melhores pais do mundo. Lembro da Elle, agora representando todos seus netos e vidas novas da familia, que me fala: pai! Quem é a filha mais querida do mundo? E eu não me canso de dizer que lógico que é ela.
Miro e Nice, vocês são os pais mais queridos do mundo. Um beijo!

(Alvaro Gusso - novembro 2007)

Roge

Roge, é assim que chamo o meu irmão. Só hoje percebo o quanto de carinho tinha nesta forma me dirigir a ele, só hoje vejo o quanto eu gosto de dizer Roge. Não sei porque, mas lembro e choro compulsivamente, um choro bom, de saudade boa, não dói, é só carinho e um amor sem fim. Distante mas ao mesmo tempo tão perto, lembro dele e meu coração se enche de alegria, orgulhoso por ele ser o que é. Vivo, dentro do meu coração ele mora e um jardim eu venho plantando com mudas de lições de vida, que as rego todos os dias, fonte infinita de como saber viver. É um jardim pequeno mas fértil o bastante para que ao longo do tempo continue dando frutos, flores, exemplo e a coragem de seguir em frente, pois a vida deve ser maravilhosa. Incrível sua passagem pela terra!

(Alvaro Gusso - novembro 2007)

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Pérola escondida - tesouro precioso - resultado do nosso Emaús

Bons tempos aqueles em que grupos de jovens formavam-se nas comunidades de base das paróquias e posteriormente os jovens eram direcionados para os retiros dos grupos de formação do Movimento de Emaús. "Em Emaús, em Emaús, eu encontro a presença de Jesus. Minha vida que é tão jovem como planta deve ser... Jesus Cristo está vivendo em cada irmão que eu encontrar".
"Meu rumo é certo, de peito aberto, em busca de um grande amor. Saí a procurar alguém em algum lugar onde eu pudesse ter razão para viver mas de repente na parede eu vi, Você abrindo os braços para mim... Uma alegria veio então encher de paz meu coração trazendo um motivo, uma razão pra nunca mais ficar assim".
Rogério viveu o Emaús terrestre, hoje vive o glorioso. Vivemos um eterno Emaús: Deus caminha conosco nesta comunhão dos santos, quer padecentes ou gloriosos. O exemplo importante Rogério nos deixou, pois fomos testemunhos da sua vivência: sermos no dia a dia outros Cristos (AUTER CHRISTUS) em todos os ambientes onde passarmos. "Vindes benditos de meu Pai, colhei o louro da vitória que vos foi preparado antes de todos os séculos".
De seu tio e amigo que no dia-a-dia procura aplicar alguns conceitos de seu livro "Administração, Futebol e Cia.", compreendendo nele a frase latina que diz "Ridendo Castigat Moris".
Amigo, um dia a gente se encontra.

(Alócio Arceno)

domingo, 11 de novembro de 2007

Lembranças de família

Hoje, quando ouvimos "O que é, o que é", do Gonzaguinha, lembramos imediatamente do Rogério. Nossa festa de entrada para o terceiro milênio foi em família.
Ele preparou uma surpresa pra todo mundo! Criou exclusivamente para o momento um clip com os melhores momentos vividos em família desde que ele e a Juci casaram. Sempre gostou de filmar e fotografar nossos momentos. Ele selecionou cenas de imensa ternura das crianças, da Juci, e de todos nós! A emoção tomou conta de todos quando, minutos antes da meia-noite, ele exibiu o vídeo. Como fundo musical escolheu "O que é, o que é". Maravilhoso!!!
Não foi à toa que ele escolheu essa música. Ela traduz o que ele pensava sobre a vida e como a vivia. Só pra lembrar aí vão alguns trechos:

Eu fico
Com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita...

Viver!
E não ter a vergonha
De ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser
Um eterno aprendiz...

Eu sei, eu sei
Que a vida devia ser
Bem melhor e será
Mas isso não impede
Que eu repita
É bonita, é bonita
E é bonita...

E a vida!
E a vida o que é?
Diga lá, meu irmão
Ela é a batida
De um coração
Ela é uma doce ilusão
Hê! Hô!...

Há quem fale
Que é um divino
Mistério profundo
É o sopro do criador
Numa atitude repleta de amor...

Eu só sei que confio na moça
E na moça eu ponho a força da fé
Somos nós que fazemos a vida
Como der ou puder ou quiser...

E a pergunta roda
E a cabeça agita
Fico com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita...

(Rejane e Marilene – cunhadas)

sábado, 3 de novembro de 2007

Escrever sobre o Roger não é fácil

Escrever sobre o Roger não é fácil.

É como tentar descrever a trajetória de uma nuvem, ou o silêncio de um jardim depois que um passarinho voou.

Às vezes me pego conversando com ele. Perguntando o que ele acharia de um lay out, como resolveria um problema de trabalho.

Às vezes me pego rindo, lembrando de alguma das suas muitas brincadeiras, ouvindo sua gargalhada cristalina. O rosto de lua cheia ficava vermelho de tanto rir.

Um espírito livre, de criança, um anjo brincalhão que nos visitou, que sempre surpreendia com seu bom senso, sua coerência, seu texto perfeito, poético, mesmo quando falava de limpeza de tapetes ou de guardanapos de papel.

Mais, muito mais que um amigo: pra mim o Roger era um irmão, desses raros, que a vida nos presenteia. Irmão de alma.

Às vezes tenho a sensação que ele não se foi. E como poderia?

Pra mim ele vai continuar sempre vivo, uma saudade brilhante no coração, a certeza de que ainda vamos nos encontrar. Qualquer dia, amigo.


(Bel)

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Histórias

Eu li os textos, lindos, da Juci e da Ana Elisa com lágrimas nos olhos, pois o que dói, como elas dizem, é a saudade. Pra mim os bons momentos com o amigo e parceiro de trabalho vão ficando cada vez mais distantes.
O Roger é da família, é dos filhos, é da Juci, mas é também do mundo, por onde deixou muitas histórias, sempre engraçadas. Só consigo me lembrar de coisas engraçadas pra contar. Perto dele sempre o riso rolava solto. Entre muitas das histórias uma me veio à lembrança:
Viajamos a trabalho pra Piracicaba, eu, Roger, Izabel e D. Arlete (mãe da Bel). Fomos e voltamos de ônibus leito. Na volta eu sentei ao lado do Roger e a Izabel sentou mais a frente com D. Arlete.
Como estávamos com dificuldade pra dormir, eu nunca consigo dormir em ônibus, começamos a conversar sobre televisão e ele disse que o programa preferido dele era A Grande Família. Começamos a relembrar vários episódios e ele se matava de rir.
Nós riamos do programa mas mais ainda da risada contagiante dele. Baixinho, pois não podíamos acordar as pessoas que dormiam no ônibus, mas o rapaz sentado a nossa frente ouviu e pediu pra entrar na conversa pois também adorava o programa e não perdia nenhum episódio. Já éramos 3 contando e rindo. Um pouco depois um japonês, sentado do outro lado do ônibus, também quis participar. No fim já éramos uma turma contando as histórias e se matando de rir. Ninguém ficou bravo por ter sido acordado. O Roger tinha esse poder de contagiar e cativar as pessoas a sua volta.

(Têre Zagonel)

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Alma gêmea

Convivemos por quase trinta anos entre amizade, namoro e casamento (fomos casados por 21 anos), e tivemos 2 filhos adoráveis, Ana Elisa e Henrique.
Como marido, foi a escolha perfeita! Acho que é isso que as pessoas chamam de alma gêmea.
Como pai, o amor, a serenidade, o equilíbrio. Como amigo, o melhor. A saudade é muito grande, mas lembranças são maiores que tudo. São o nosso tesouro.
A nossa vida em comum era um constante agradecer. Pelas nossas famílias, por nossos filhos, por nosso trabalho, por cada casa nova que mudamos, pelas nossas maravilhosas viagens de férias, pela alegria de viver, pela saúde, pelo amor que nos unia. Nunca tínhamos nada a pedir pra nós, porque sempre recebíamos as graças antes mesmo de saber que necessitaríamos delas.
Desde o primeiro momento que sentimos que ele já tinha partido, a única certeza que temos é que ele foi chamado por Deus para continuar a sua obra em outro nível e nós, sua família, seus amigos, temos a nossa missão a cumprir para poder justificar a sua partida.
Com Deus, onde ele está, ele está nos dando força para seguir essa caminhada.

(Jucimar Gusso - outubro 2007)

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Sobre meu pai

Amor de verdade, nos dias de hoje, é coisa rara de se encontrar. Tão rara que muita gente desiste de procurar, e não acredita que possa existir um amor assim, tão puro, tão forte, tão real, como o amor que vivem os mocinhos das novelas e dos filmes. Mas conhecendo a história dos meus pais, e da nossa família, eu duvido que alguém não fique tocado e não perceba que sim, é possível existir um amor tão lindo, tão verdadeiro e tão profundo quanto o que vemos na ficção. Até maior e mais bonito do que qualquer autor poderia imaginar, na verdade. E só um amor com essa força poderia gerar uma família tão unida como a nossa. E é graças a essa união que nós, meu irmão, minha mãe e eu, estamos agüentando firme a barra de entregar para Deus o nosso querido pai.
Quem conheceu meu pai sabe o tipo de pessoa que ele era: sempre alegre, calmo, sereno, carinhoso, e tantos outros adjetivos que eu poderia escolher. Mas, na verdade, a palavra que melhor define o meu pai é um substantivo: criança. Não no sentido de imaturo, mas no sentido da pureza, da capacidade de se divertir com as menores coisas, de confiar na humanidade, de estar sempre pronto pra ajudar os amigos e a família, de ser feliz, enfim.
Nos seus últimos dias, ele repetiu algumas vezes que estava muito feliz. Mais do que ele normalmente já era. Quem sabe por isso Deus resolveu trazê-lo para junto de si. Porque o meu pai já não estava no plano espiritual que nós, seres humanos comuns, estamos. Ele já tinha alcançado um patamar que só quem está muito próximo de Deus pode alcançar. Sua missão aqui, junto de nós, já estava completa. Sei que agora a sua missão é diferente: é estar no Reino de Deus, e olhar por todos nós lá de cima.
Escrevo este texto com lágrimas nos olhos, mas essas lágrimas não são de tristeza. O que mais dói, em todos nós, é a saudade. É a falta do abraço, do carinho, da palavra amiga, das risadas, e até dos roncos. O que dói é saber que nas nossas próximas viagens não vai ser ele que vai estar dirigindo, e que ele não vai comentar comigo sobre as notícias do Atlético. Mas o que nos consola é saber que ele não vai estar presente materialmente, mas vai estar sempre nos guiando, nos dando forças, e nos ajudando a seguir a vida da melhor maneira possível.

(Ana Elisa Gusso - fevereiro 2005)

domingo, 28 de outubro de 2007

Começando

O objetivo deste blog é reunir todos aqueles que tiveram algum contato com Rogério Gusso, ou simplesmente o Roger, e têm vontade de contar alguma coisa sobre ele mas ainda não sabiam como. E também, é claro, celebrar a memória deste homem que, definitivamente, não passou pela vida em branco e fazia questão de registrar todos os momentos que ele considerava especiais. Vamos seguir, então, o seu belo exemplo e dividir o que tivermos vontade. Todos são bem vindos, e sugestões também são muito bem vindas! Eu, como filha e viciada em internet, me comprometo a administrar o blog, mas ele não é meu, é de todos.
Um abraço,
Ana Elisa.