Eu li os textos, lindos, da Juci e da Ana Elisa com lágrimas nos olhos, pois o que dói, como elas dizem, é a saudade. Pra mim os bons momentos com o amigo e parceiro de trabalho vão ficando cada vez mais distantes.
O Roger é da família, é dos filhos, é da Juci, mas é também do mundo, por onde deixou muitas histórias, sempre engraçadas. Só consigo me lembrar de coisas engraçadas pra contar. Perto dele sempre o riso rolava solto. Entre muitas das histórias uma me veio à lembrança:
O Roger é da família, é dos filhos, é da Juci, mas é também do mundo, por onde deixou muitas histórias, sempre engraçadas. Só consigo me lembrar de coisas engraçadas pra contar. Perto dele sempre o riso rolava solto. Entre muitas das histórias uma me veio à lembrança:
Viajamos a trabalho pra Piracicaba, eu, Roger, Izabel e D. Arlete (mãe da Bel). Fomos e voltamos de ônibus leito. Na volta eu sentei ao lado do Roger e a Izabel sentou mais a frente com D. Arlete.
Como estávamos com dificuldade pra dormir, eu nunca consigo dormir em ônibus, começamos a conversar sobre televisão e ele disse que o programa preferido dele era A Grande Família. Começamos a relembrar vários episódios e ele se matava de rir.
Nós riamos do programa mas mais ainda da risada contagiante dele. Baixinho, pois não podíamos acordar as pessoas que dormiam no ônibus, mas o rapaz sentado a nossa frente ouviu e pediu pra entrar na conversa pois também adorava o programa e não perdia nenhum episódio. Já éramos 3 contando e rindo. Um pouco depois um japonês, sentado do outro lado do ônibus, também quis participar. No fim já éramos uma turma contando as histórias e se matando de rir. Ninguém ficou bravo por ter sido acordado. O Roger tinha esse poder de contagiar e cativar as pessoas a sua volta.
(Têre Zagonel)
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