quarta-feira, 28 de novembro de 2007
Um presente
Roger com seu jeito brincalhão também me ensinou a descobrir esta simplicidade. Certa vez, ele me deu um texto de D. Helder Câmara que dizia: "Há criaturas como a cana: por mais que sejam maltratadas, esmagadas de todo, reduzidas a bagaço, só sabem dar doçura". Por esta e outras que para mim o Roger é assim: simples, simplesmente simples. Mal sabia ele que apenas com seu jeito de ser estava me ajudando a crescer como ser humano.
Eu e Roger somos bons amigos. Digo somos e não éramos porque na minha maneira de olhar para a vida ele está apenas distante. Ganhamos de Deus como um presente a oportunidade de convivermos juntos em um período de nossas vidas. Deste momento nasceu nossa amizade. Guardo este presente com carinho. Tenho a certeza de que no momento certo voltaremos a brincar.
(Luís Reffo - novembro de 2007)
terça-feira, 27 de novembro de 2007
Eu não conheci o Rogerio
Conheço um pouquinho do Alvaro.
Lendo tudo o que escreve de seu irmão e tendo compartilhado alguns momentos da minha vida com o Alvaro, consigo entender o amor e a profunda admiração que sente pelo irmão.
Muitas vezes vi o Alvaro sozinho, mas nunca o senti assim. Ele para, lembra da vida que pulsa por toda parte, e sabe que nunca estará sozinho em meio aos desafios da existência.
O transe doloroso que passou com a morte desse irmão adorado, e outros acontecimentos em sua vida me fazem ter certeza que redobradas forças o amparam, entre elas a presença do Rogerio na sua vida, na sua lembrança, na sua capacidade.
Eu sei o quanto o Alvaro confia no “Senhor” e hoje reconheço quando ele entrega nas mãos de Deus as suas aspirações, não sem antes fazer sua parte.
Hoje, vejo o Alvaro experimentando mais da vida, encontrando novos sentimentos naqueles a quem ama.
Ele também sofre, chora, reza e vai mudando, tentando ser mais pleno a cada dia.
ASSIM, acho que consigo conhecer um pouco do Rogerio, naquilo que o reconheço no Alvaro.
Um dia, quem sabe..., eu consiga ser um pouquinho Alvaro e Rogerio, no que, acho, eles tem e tiveram de mais rico – “uma vontade obstinada no conflito, mas também uma capacidade de aceitação total de cada conseqüência do Viver e do Morrer”
(Andrea Bordin Jacob - 27-11-2007)
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
Grande Rogério
Estávamos indo jantar na Lagoa da Conceição, divididos em uns três carros e no meu estávamos numas seis pessoas, dentre elas o Rogério e a Juci.
Como em todos os restaurantes havia filas, fomos prosseguindo até que achamos um que não tinha fila (era o único). Parei o carro na rua mesmo; e um garçom veio rapidamente até a porta. Eu logo perguntei - Moço, esse restaurante tá vazio porque é muito ruim? Foi uma risada só... E ele logo respondeu que era ótimo, mas não era famoso e por isso não tinha tanta clientela. Falou que se a gente não gostasse da comida não precisaria pagar nada porque ele pagaria a conta. Diante dessa alegação, fomos todos pra dentro do restaurante e já começamos a pedir cerveja. A Bohemia havia acabado de lançar uma cerveja tipo ALE (que custava uns 5 pilas) e nós, Rogério e eu, logo pedimos para experimentar. Estava sensacional e então todos da mesa, após provarem, passaram a tomar só dessa cerveja. Aí aconteceu o engraçado... Veio o garçom e falou - OLHA, EU SÓ PAGO A COMIDA VISSE? A CERVEJA É POR CONTA DE VOCÊS...
Quase morremos de tanto rir... Então chegou a comida e de fato estava maravilhosa.
Essa é a lembrança que ficou para nós do Rogério. Risos e muita alegria.
(Roberto e Claudete - ACF Santa Helena)
sexta-feira, 23 de novembro de 2007
Bodas de Ouro
Miro e Nice, vocês são os pais mais queridos do mundo. Um beijo!
(Alvaro Gusso - novembro 2007)
Roge
(Alvaro Gusso - novembro 2007)
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Pérola escondida - tesouro precioso - resultado do nosso Emaús
"Meu rumo é certo, de peito aberto, em busca de um grande amor. Saí a procurar alguém em algum lugar onde eu pudesse ter razão para viver mas de repente na parede eu vi, Você abrindo os braços para mim... Uma alegria veio então encher de paz meu coração trazendo um motivo, uma razão pra nunca mais ficar assim".
Rogério viveu o Emaús terrestre, hoje vive o glorioso. Vivemos um eterno Emaús: Deus caminha conosco nesta comunhão dos santos, quer padecentes ou gloriosos. O exemplo importante Rogério nos deixou, pois fomos testemunhos da sua vivência: sermos no dia a dia outros Cristos (AUTER CHRISTUS) em todos os ambientes onde passarmos. "Vindes benditos de meu Pai, colhei o louro da vitória que vos foi preparado antes de todos os séculos".
De seu tio e amigo que no dia-a-dia procura aplicar alguns conceitos de seu livro "Administração, Futebol e Cia.", compreendendo nele a frase latina que diz "Ridendo Castigat Moris".
Amigo, um dia a gente se encontra.
(Alócio Arceno)
domingo, 11 de novembro de 2007
Lembranças de família
Ele preparou uma surpresa pra todo mundo! Criou exclusivamente para o momento um clip com os melhores momentos vividos em família desde que ele e a Juci casaram. Sempre gostou de filmar e fotografar nossos momentos. Ele selecionou cenas de imensa ternura das crianças, da Juci, e de todos nós! A emoção tomou conta de todos quando, minutos antes da meia-noite, ele exibiu o vídeo. Como fundo musical escolheu "O que é, o que é". Maravilhoso!!!
Não foi à toa que ele escolheu essa música. Ela traduz o que ele pensava sobre a vida e como a vivia. Só pra lembrar aí vão alguns trechos:
Eu fico
Com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita...
Viver!
E não ter a vergonha
De ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser
Um eterno aprendiz...
Eu sei, eu sei
Que a vida devia ser
Bem melhor e será
Mas isso não impede
Que eu repita
É bonita, é bonita
E é bonita...
E a vida!
E a vida o que é?
Diga lá, meu irmão
Ela é a batida
De um coração
Ela é uma doce ilusão
Hê! Hô!...
Há quem fale
Que é um divino
Mistério profundo
É o sopro do criador
Numa atitude repleta de amor...
Eu só sei que confio na moça
E na moça eu ponho a força da fé
Somos nós que fazemos a vida
Como der ou puder ou quiser...
E a pergunta roda
E a cabeça agita
Fico com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita...
(Rejane e Marilene – cunhadas)
sábado, 3 de novembro de 2007
Escrever sobre o Roger não é fácil
Escrever sobre o Roger não é fácil.
É como tentar descrever a trajetória de uma nuvem, ou o silêncio de um jardim depois que um passarinho voou.
Às vezes me pego conversando com ele. Perguntando o que ele acharia de um lay out, como resolveria um problema de trabalho.
Às vezes me pego rindo, lembrando de alguma das suas muitas brincadeiras, ouvindo sua gargalhada cristalina. O rosto de lua cheia ficava vermelho de tanto rir.
Um espírito livre, de criança, um anjo brincalhão que nos visitou, que sempre surpreendia com seu bom senso, sua coerência, seu texto perfeito, poético, mesmo quando falava de limpeza de tapetes ou de guardanapos de papel.
Mais, muito mais que um amigo: pra mim o Roger era um irmão, desses raros, que a vida nos presenteia. Irmão de alma.
Às vezes tenho a sensação que ele não se foi. E como poderia?
Pra mim ele vai continuar sempre vivo, uma saudade brilhante no coração, a certeza de que ainda vamos nos encontrar. Qualquer dia, amigo.
(Bel)
sexta-feira, 2 de novembro de 2007
Histórias
O Roger é da família, é dos filhos, é da Juci, mas é também do mundo, por onde deixou muitas histórias, sempre engraçadas. Só consigo me lembrar de coisas engraçadas pra contar. Perto dele sempre o riso rolava solto. Entre muitas das histórias uma me veio à lembrança:
(Têre Zagonel)