sábado, 3 de novembro de 2007

Escrever sobre o Roger não é fácil

Escrever sobre o Roger não é fácil.

É como tentar descrever a trajetória de uma nuvem, ou o silêncio de um jardim depois que um passarinho voou.

Às vezes me pego conversando com ele. Perguntando o que ele acharia de um lay out, como resolveria um problema de trabalho.

Às vezes me pego rindo, lembrando de alguma das suas muitas brincadeiras, ouvindo sua gargalhada cristalina. O rosto de lua cheia ficava vermelho de tanto rir.

Um espírito livre, de criança, um anjo brincalhão que nos visitou, que sempre surpreendia com seu bom senso, sua coerência, seu texto perfeito, poético, mesmo quando falava de limpeza de tapetes ou de guardanapos de papel.

Mais, muito mais que um amigo: pra mim o Roger era um irmão, desses raros, que a vida nos presenteia. Irmão de alma.

Às vezes tenho a sensação que ele não se foi. E como poderia?

Pra mim ele vai continuar sempre vivo, uma saudade brilhante no coração, a certeza de que ainda vamos nos encontrar. Qualquer dia, amigo.


(Bel)

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