Convivemos por quase trinta anos entre amizade, namoro e casamento (fomos casados por 21 anos), e tivemos 2 filhos adoráveis, Ana Elisa e Henrique.
Como marido, foi a escolha perfeita! Acho que é isso que as pessoas chamam de alma gêmea.
Como pai, o amor, a serenidade, o equilíbrio. Como amigo, o melhor. A saudade é muito grande, mas lembranças são maiores que tudo. São o nosso tesouro.
A nossa vida em comum era um constante agradecer. Pelas nossas famílias, por nossos filhos, por nosso trabalho, por cada casa nova que mudamos, pelas nossas maravilhosas viagens de férias, pela alegria de viver, pela saúde, pelo amor que nos unia. Nunca tínhamos nada a pedir pra nós, porque sempre recebíamos as graças antes mesmo de saber que necessitaríamos delas.
Desde o primeiro momento que sentimos que ele já tinha partido, a única certeza que temos é que ele foi chamado por Deus para continuar a sua obra em outro nível e nós, sua família, seus amigos, temos a nossa missão a cumprir para poder justificar a sua partida.
Com Deus, onde ele está, ele está nos dando força para seguir essa caminhada.
(Jucimar Gusso - outubro 2007)
quarta-feira, 31 de outubro de 2007
segunda-feira, 29 de outubro de 2007
Sobre meu pai
Amor de verdade, nos dias de hoje, é coisa rara de se encontrar. Tão rara que muita gente desiste de procurar, e não acredita que possa existir um amor assim, tão puro, tão forte, tão real, como o amor que vivem os mocinhos das novelas e dos filmes. Mas conhecendo a história dos meus pais, e da nossa família, eu duvido que alguém não fique tocado e não perceba que sim, é possível existir um amor tão lindo, tão verdadeiro e tão profundo quanto o que vemos na ficção. Até maior e mais bonito do que qualquer autor poderia imaginar, na verdade. E só um amor com essa força poderia gerar uma família tão unida como a nossa. E é graças a essa união que nós, meu irmão, minha mãe e eu, estamos agüentando firme a barra de entregar para Deus o nosso querido pai.
Quem conheceu meu pai sabe o tipo de pessoa que ele era: sempre alegre, calmo, sereno, carinhoso, e tantos outros adjetivos que eu poderia escolher. Mas, na verdade, a palavra que melhor define o meu pai é um substantivo: criança. Não no sentido de imaturo, mas no sentido da pureza, da capacidade de se divertir com as menores coisas, de confiar na humanidade, de estar sempre pronto pra ajudar os amigos e a família, de ser feliz, enfim.
Nos seus últimos dias, ele repetiu algumas vezes que estava muito feliz. Mais do que ele normalmente já era. Quem sabe por isso Deus resolveu trazê-lo para junto de si. Porque o meu pai já não estava no plano espiritual que nós, seres humanos comuns, estamos. Ele já tinha alcançado um patamar que só quem está muito próximo de Deus pode alcançar. Sua missão aqui, junto de nós, já estava completa. Sei que agora a sua missão é diferente: é estar no Reino de Deus, e olhar por todos nós lá de cima.
Escrevo este texto com lágrimas nos olhos, mas essas lágrimas não são de tristeza. O que mais dói, em todos nós, é a saudade. É a falta do abraço, do carinho, da palavra amiga, das risadas, e até dos roncos. O que dói é saber que nas nossas próximas viagens não vai ser ele que vai estar dirigindo, e que ele não vai comentar comigo sobre as notícias do Atlético. Mas o que nos consola é saber que ele não vai estar presente materialmente, mas vai estar sempre nos guiando, nos dando forças, e nos ajudando a seguir a vida da melhor maneira possível.
(Ana Elisa Gusso - fevereiro 2005)
Quem conheceu meu pai sabe o tipo de pessoa que ele era: sempre alegre, calmo, sereno, carinhoso, e tantos outros adjetivos que eu poderia escolher. Mas, na verdade, a palavra que melhor define o meu pai é um substantivo: criança. Não no sentido de imaturo, mas no sentido da pureza, da capacidade de se divertir com as menores coisas, de confiar na humanidade, de estar sempre pronto pra ajudar os amigos e a família, de ser feliz, enfim.
Nos seus últimos dias, ele repetiu algumas vezes que estava muito feliz. Mais do que ele normalmente já era. Quem sabe por isso Deus resolveu trazê-lo para junto de si. Porque o meu pai já não estava no plano espiritual que nós, seres humanos comuns, estamos. Ele já tinha alcançado um patamar que só quem está muito próximo de Deus pode alcançar. Sua missão aqui, junto de nós, já estava completa. Sei que agora a sua missão é diferente: é estar no Reino de Deus, e olhar por todos nós lá de cima.
Escrevo este texto com lágrimas nos olhos, mas essas lágrimas não são de tristeza. O que mais dói, em todos nós, é a saudade. É a falta do abraço, do carinho, da palavra amiga, das risadas, e até dos roncos. O que dói é saber que nas nossas próximas viagens não vai ser ele que vai estar dirigindo, e que ele não vai comentar comigo sobre as notícias do Atlético. Mas o que nos consola é saber que ele não vai estar presente materialmente, mas vai estar sempre nos guiando, nos dando forças, e nos ajudando a seguir a vida da melhor maneira possível.
(Ana Elisa Gusso - fevereiro 2005)
domingo, 28 de outubro de 2007
Começando
O objetivo deste blog é reunir todos aqueles que tiveram algum contato com Rogério Gusso, ou simplesmente o Roger, e têm vontade de contar alguma coisa sobre ele mas ainda não sabiam como. E também, é claro, celebrar a memória deste homem que, definitivamente, não passou pela vida em branco e fazia questão de registrar todos os momentos que ele considerava especiais. Vamos seguir, então, o seu belo exemplo e dividir o que tivermos vontade. Todos são bem vindos, e sugestões também são muito bem vindas! Eu, como filha e viciada em internet, me comprometo a administrar o blog, mas ele não é meu, é de todos.
Um abraço,
Ana Elisa.
Um abraço,
Ana Elisa.