terça-feira, 27 de novembro de 2007

Eu não conheci o Rogerio

Eu não conheci o Rogerio. Não tive esse prazer.
Conheço um pouquinho do Alvaro.
Lendo tudo o que escreve de seu irmão e tendo compartilhado alguns momentos da minha vida com o Alvaro, consigo entender o amor e a profunda admiração que sente pelo irmão.
Muitas vezes vi o Alvaro sozinho, mas nunca o senti assim. Ele para, lembra da vida que pulsa por toda parte, e sabe que nunca estará sozinho em meio aos desafios da existência.
O transe doloroso que passou com a morte desse irmão adorado, e outros acontecimentos em sua vida me fazem ter certeza que redobradas forças o amparam, entre elas a presença do Rogerio na sua vida, na sua lembrança, na sua capacidade.
Eu sei o quanto o Alvaro confia no “Senhor” e hoje reconheço quando ele entrega nas mãos de Deus as suas aspirações, não sem antes fazer sua parte.
Hoje, vejo o Alvaro experimentando mais da vida, encontrando novos sentimentos naqueles a quem ama.
Ele também sofre, chora, reza e vai mudando, tentando ser mais pleno a cada dia.
ASSIM, acho que consigo conhecer um pouco do Rogerio, naquilo que o reconheço no Alvaro.
Um dia, quem sabe..., eu consiga ser um pouquinho Alvaro e Rogerio, no que, acho, eles tem e tiveram de mais rico – “uma vontade obstinada no conflito, mas também uma capacidade de aceitação total de cada conseqüência do Viver e do Morrer”

(Andrea Bordin Jacob - 27-11-2007)

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