sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Roge

Roge, é assim que chamo o meu irmão. Só hoje percebo o quanto de carinho tinha nesta forma me dirigir a ele, só hoje vejo o quanto eu gosto de dizer Roge. Não sei porque, mas lembro e choro compulsivamente, um choro bom, de saudade boa, não dói, é só carinho e um amor sem fim. Distante mas ao mesmo tempo tão perto, lembro dele e meu coração se enche de alegria, orgulhoso por ele ser o que é. Vivo, dentro do meu coração ele mora e um jardim eu venho plantando com mudas de lições de vida, que as rego todos os dias, fonte infinita de como saber viver. É um jardim pequeno mas fértil o bastante para que ao longo do tempo continue dando frutos, flores, exemplo e a coragem de seguir em frente, pois a vida deve ser maravilhosa. Incrível sua passagem pela terra!

(Alvaro Gusso - novembro 2007)

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